Cigana do amor,
Cigana Zoraide,
Cigana do amor,
Morreu com um punhal no peito,
O Sr. Juan lhe ajudou,
Ajudou seu espírito,
Assoprou seu pó,
Ajudou seu espírito,
Assoprou seu pó,
Hoje ela vem do Oriente pra não te deixar tão só,
Hoje ela vem do Oriente pra não te deixar tão só,
Vem hoje, vem amanhã e vem quando você precisar,
Vem hoje, vem amanhã e vem quando você precisar,
Ela a cigana Zoraide pronta pra te ajudar!
Ela a cigana Zoraide aqui e em qualquer lugar!
Escrita por: Cláudio Fernandes.
O Grupo de Zingra (ciganos) chega a Casablanca.
Zaida (Mãe de Zoraide) e Zoraide foram logo para a cidade e lá encontraram pessoas de todas as raças e credos.
Um moço Árabe, curioso por natureza, chegou perto de Zaida e Zoraide e passou a examinar tudo o quanto dizia a respeito às recém-chegadas.
Zaida não ligou, mas Zoraide, atrevidamente, perguntou-lhe:
- Nunca viu uma cigana?
O moço disse:
- Já vi muitas, mas não tão bonitas como você.
Zoraide, mais atrevidamente, respondeu:
- Não é para os seus olhos, Árabe.
O moço, então, disse:
- Você vai sofrer muito na vida, pois no seu coração só existe rancor.
Por dentro, você é feia.
– E afastou-se.
Zaida e Zoraide foram para o acampamento, pois iriam no outro dia para Rabat.
De manhã, levantaram acampamento.
A caminhada foi difícil.
A caravana de cameleiros passava nos maciços rochosos onde implacáveis e terríveis ventos sopravam, embora o céu estivesse azul.
Foi difícil, mas chegaram a Rabat.
Diferente de todos os demais, o mercado oferecia aos compradores sobretudo lãs e tapetes.
Esse mercado ficava num pátio cercado de paredes recobertas de vegetação, com muitas flores e trepadeiras.
Lá se viam mercadores que decantavam anunciando suas mercadorias.
Zaida e Zoraide ficaram deslumbradas com todas as coisas.
Não foi muito difícil misturar-se ao povo, pois as mulheres envergavam o clássico traje árabe, com uma única túnica longa até os pés, a cabeça coberta e o rosto oculto por um véu.
Lá, Zoraide conheceu Mustafá.
Logo se interessou por ele e ele por ela.
Zoraide era muito interesseira e logo se aproveitou dele, pedindo presentes assim que começou o romance entre os dois.
Zaida não gostou muito:
Sabia que sua filha não ficaria com ninguém, pois seu coração era muito ruim e ela só iria brincar com aquele moço, mas Zaida não podia fazer nada.
Zoraide largou o acampamento e seguiu com o moço para Fedala, uma cidadezinha costeira entre Casablanca e Rabat.
Com o passar do tempo, entretanto, Zoraide viu que Mustafá não iria dar-lhe mais presentes, pois não tinha mais dinheiro.
Como era interesseira, largou Mustafá e voltou para Rabat.
Lá chegando, começou um romance com o vendedor de tapetes do mercado.
Mustafá não se conformou e foi à procura de Zoraide.
Em Rabat, estava acampado um grupo de ciganos, o grupo de Zingra que Zoraide abandonou.
Zaida foi ao encontro da filha, pois tinha tido um aviso de que Zoraide iria sofrer algo de ruim, mas que ela não poderia evitar, já que Zoraide era muito leviana e iria pagar essa conduta com a vida.
Neste mesmo instante, Mustafá chegou a Rabat.
Logo encontrou Zoraide, pegou-lhe pelo braço e disse:
Cigana, você é minha.
Zoraide disse: Não sou de ninguém, sou livre como os pássaros.
Não tenho culpa de ser tão bela.
Não te quero mais, vai embora da minha vida.
Mustafá disse:
- Cigana, então iremos morrer juntos.
Pegou um punhal e concretizou o que dissera.
Zaida chegou tarde demais.
Abraçou o corpo da filha e disse:
- Sabia que esse era o seu fim.
Não se brinca com os sentimentos dos outros.
Zaida levou o corpo de sua filha para o acampamento.
Lá chegando, fizeram uma grande fogueira e queimaram o corpo de Zoraide.
O Rei Ruan soprou as cinzas na relva e disse:
- Espírito de Zoraide, que seja purificado para vir à terra ajudar as pessoas com muito carinho e amor.
É por isso, meus leitores, que a cigana Zoraide hoje vem nas auras com muita doçura e meiguice.
Essa cigana é quem transmite paz, amor e carinho àqueles que a procuram, pois o seu espírito foi purificado de todas as coisas ruins que fez na Terra.
Retirado do Livro "Mistérios do Povo Cigano" da Ana da Cigana Natasha e Edileuza da Cigana Nazira.
Trabalha com um punhal, uma turmalina-verde, um espelho, um maracujá pequeno, um tacho de cobre, uma moeda antiga, folha de sândalo, folha de tabaco, muitas fitas coloridas e um lenço de quatro cores, verde-claro, verde-escuro, verde-água, e verde-folha, com uma estrela de seis pontas dourada no meio, com que cobre o tacho.
É com isso que ele faz suas magias, faz amarração e desamarra casos difíceis.
Quando termina o trabalho, manda colocar tudo isso no mato fechado.
Salve esse cigano.
Que Bela-Karrano lhe dê permissão para fazer mais e mais suas magias.
Desconheço o Autor
É o cigano dos mistérios e da magia do mal.
Trabalha com uma panela de pedra.
Ali ele coloca um boneco e faz sua magia.
Embora seja o único cigano que faz magia do mal, é um bom protetor.
É um companheiro para todas as horas.
Este cigano meu companheiro, é o meu zelador dos meus caminhos e da minha Tsara.
Juan adora comer pimenta;
Sua preferida é a pimenta-do-reino. A esse respeito, ele diz:
- É de coisa quente que se faz magia.
Esse cigano é perigoso. É muito difícil engana-lo, pois é muito desconfiado. Ele nunca olha nos olhos dos outros. Sua roupa é toda vermelha, aqui na Tsara Espiritos de Luz, ele pediu uma camisa vermelha, uma calça preta e um chapéu vermelho, com que usa toda vez que vem a Terra. Ele é moreno, tem cabelos e olhos pretos e usa 21 punhais de prata.
RETIRADO DO LIVRO MISTÉRIOS DO POVO CIGANO – ANA DA CIGANA NATASHA E EDILEUZA DA CIGANA NAZIRA
De origem hispânica, o Cigano Juan se apresenta vaidoso, sempre preocupado com suas vestimentas. Seus acessórios mais comuns são chapéu aveludado, colete bordado, anéis com pedras e cordões dourados no pescoço. Quando chega em Terra pede vinho em copo de alumínio e uma faixa para usar na cintura; não exige cor, diz gostar de todas, do colorido cigano, como se as matizes tivessem sido criadas por seus ancestrais.
É simpático, porém mantém semblante sério na hora de dar consultas. Gosta de falar de sua vida quando encarnado e conta longas histórias a quem tiver vontade de ouvi-lo. Fala do encanto das mulheres ciganas, orgulha-se das festas e das noitadas que um dia teve, lembrando das constantes viagens que fazia. Também não esquece das dificuldades que tinha com seus familiares e amigos para armar acampamentos, erguer as tendas e invadir terras para todo o grupo descansar, mesmo que por pequenas temporadas como era de costume.
A irradiação de Juan é voltada para justiça, para o conhecimento e para a evolução espiritual. Este Cigano faz com que as pessoas racionalizem, e aconselha que não ajam por impulso. Mostra que todo ser humano tem em si um ponto de equilíbrio, e que, por meio desta moderação, a sabedoria não tarda a aflorar. Usa dados para predizer o futuro, no entanto sente satisfação em auxiliar àqueles que o procuram com pensamentos e vocações dispersas, pois logo cuida de trazê-los à realidade em orientação. É grande incentivador dos estudos e do trabalho, ainda que árduos. O Cigano Juan prega a fé e a lealdade, instrui que ambas são alicerces para o crescimento interior. Faz magia para o amor, posto desejar a todos a mesma felicidade que teve no campo afetivo em sua passagem terrena. Improvisa seus encantamentos em lugares arborizados e chama sua companheira espiritual para ajudá-lo. Juan conta que, quando o amor tem raízes, não há obstáculos que ele e sua cigana não se sensibilizam com a causa e quer intervir. Quando o problema é relacionado às finanças, ele desconversa alegremente, dissipando sua seriedade, diz que o dinheiro é consequência do esforço através do suor e do intelecto.
As oferendas que agradam Juan são feitas com flores do campo e velas amarelas, que devem colocadas em lugar tranqüilo dentro de casa, no campo ou em praia deserta. No entanto, solicita uma vela rosa em oferta a seu inseparável par.
Valéria Fernandes
Sua saia é estampada e complementada por uma blusa vermelha.
Usa muitos cordões, um deles com um pingente de topázio.
Os dedos das mãos estão sempre ornamentados com diversos anéis, e não dispensa uma flor vermelha nos cabelos.
Ela adora ganhar presentes, principalmente de flores, pois com elas faz seu perfume e suas magias.
As cartas do seu baralho tem símbolos próprios.
A cigana Conchita, é espanhola, originária da Galícia.
Gosta de música e adora tocar castanholas.
Quando chega à terra, tem sempre uma palavra de conforto para os aflitos, é meiga e carinhosa, e sempre fala assim: - "Sou da Galícia;
Sou galega, com muita honra;
Sou o amor, sou uma flor;
Sou cigana do passado para ajudar no presente;
Sou espanhola;
Com muita saia colorida, danço rodopiando;
Com meu sapateado amasso as ruindades e coloco a paz neste lugar."
Postado por Véra Lúcia Machado
Ramon foi Kaku (líder mais velho) do seu grupo e era muito respeitado por vários outros clãs.
Devido a sua grande sabedoria, também é conhecido como Rei Salomão.
Suas Roupas:
Ele usava blusão estampado com mangas compridas, aberto no peito, sem colete por cima.
Sua calça era azul-marinho.
Na cintura usava uma faixa vermelha, na qual prendia o seu punhal de ouro com cabo incrustado de rubi.
Seus Adereços:
Ramon usava um lenço vermelho na cabeça amarrado para o lado direito.
Na orelha esquerda ele trazia uma pequena argola de ouro; no pescoço, um cordão de ouro com uma estrela de seis pontas pendurada bem no peito; e, no dedo indicador da mão direita, um anel de ouro com uma estrela de seis pontas, tendo em cada ponta um minúsculo topázio amarelo.
Sua Magia:
Durante sua vida na Terra, Ramon sempre estava com seu violino, às vezes tocando, outras compondo suas músicas. As letras dessas melodias falavam sempre de experiências vividas nas longas viagens pelas estradas do mundo.
Hoje, como espírito de luz, quando chega à Terra ele pede logo seu violino, pois só sabe fazer magia cantando antes, suas melodias do passado distante, como esta:
"Noite fria fazia,
Todos no acampamento já dormiam.
Só Ramon passeava lá na beira da estrada."
A fase da Lua que ele preferia era a cheia.
Livro: Ciganos do Passado, Ciganos do Presente Ana da Cigana Natasha
SUAS ROUPAS
Wladimir usava roupas diferentes, conforme a fase da lua.
O detalhe constante nessas roupas é que a calça era sempre da mesma cor do colete de veludo que ele vestia por cima da blusa.
Na Lua cheia ele usava blusão vermelho com colete e calça azul-turquesa; na Lua crescente, blusão branco, colete e calça brancos rebordados com fios de prata;
na Lua nova, blusão azul-turquesa, colete e calça vermelhos rebordados com pedras coloridas; e,
na Lua minguante, blusão branco de mangas compridas, colete e calça marrons e uma faixa branca na cintura.
Em todas as fases da Lua ele usava na cintura uma faixa branca, na qual trazia o seu punhal de prata.
SEUS ADEREÇOS
O lenço que Wladimir usava na cabeça era de cores diferentes, conforme a fase da Lua. Era azul na Lua cheia, branco no quarto crescente e vermelho na Lua nova. Na orelha esquerda ele trazia uma argola de ouro e, no pescoço, um cordão de ouro com um medalhão antigo de seu clã.
SUA MAGIA
O Cigano Wladimir aprendeu a tocar violino com seis anos de idade. Hoje, quando chega à Terra como espírito,pede logo o seu violino e começa a tocar antigas músicas eslavas. Um detalhe importante: quem tem esse Cigano na aura não precisa saber tocar violino, pois, ao chegar, ele traz a essência da música. Esse é o mistério de Wladimir.
Retirado do livro "Ciganos do Passado, Espíritos do Presente
É um cigano guerreiro, que desmancha magias negativas, adora o azulão e sempre traz na mão uma pena de pavão. Essa ave é a preferida desse cigano. Quando o pavão arma sua cauda, ele diz: - Está desmanchada a magia negativa. Sua fruta predileta é a manga-espada; é com ela que faz suas magias. Pedrovik tem um jogo que poucos conhecem: com quatro caroços de manga, ela fala do passado, presente e do futuro. O cigano Pedrovik adora contemplar o Sol. Ele tem uma reza que afasta os inimigos do caminho. Pedrovik não perdoa a quem ofende seus amigos – á ai que ele se torna possesso. Do caroço da manga, ele faz um pó que sopra quando o vento é forte- essa é a magia contra os inimigos. O cigano Pedrovik tem um mistério ligado à gruta de são Bartolomeu, onde estão o fundamento e a magia da mãe-cobra que é o arco-íris. As pessoas que moram em São Salvador sabem certinho onde é esse lugar. Retirado do Livro: Mistérios do Povo Cigano - Autoras: Ana da Cigana e Edileuza da Cigana Nazira
No dia 24 de maio de 1577, o velho cigano Bergem casou-se com a jovem cigana Gênova, formando assim, mais uma família cigana.
No dia 28 de maio de 1578 nasceu a primeira filha do casal, que levou o nome de Huélva.
O casal era muito feliz com sua pequena filha.
Algum tempo depois, Gênova engravidou novamente e, no dia 24 de junho de 1580, para completar a felicidade do casal, nasceu um menino, no qual Gênova colocou o nome de Ramires.
Assim se completou o grupo familiar de Bergem e Gênova, formado por quatro pessoas.
Bergem era muito mais velho do que sua esposa, mas eles eram um exemplo de felicidade e amor.
Quando Ramires estava com quatro anos, no ano de 1584, sua família ia para Madri e, no meio da viagem, o tempo mudou e caiu uma forte tempestade.
As carroças do comboio deslizavam na estrada cheia de lama e poças d'água; a escuridão era imensa.
Em dado momento, todos escutaram um barulho muito forte: uma das carroças tinha virado. Era um quadro desesperador.
O velho cigano Bergem, sua jovem esposa Gênova, sua filha Huélva, de apenas seis anos, e seu filho Ramires, de apenas quatro anos de idade, estavam debaixo da carroça.
O cigano Pedrovik, irmão de Bergem e chefe do grupo, veio logo socorrer o irmão e sua família; mas, infelizmente, não pôde fazer mais nada, além de desvirar a carroça e colocar dentro dela os corpos do irmão, da cunhada e da sobrinha.
Só o sobrinho estava vivo, sem nenhum arranhão no corpinho. Pedrovik tomou conta de pequeno Ramires que, daquele dia em diante, tornou-se uma criança diferente.
Ele ficava sempre isolado, vivia só, seu comportamento era bem distinto do dos outros meninos do grupo.
O tempo foi passando. Ramires tornou-se homem feito. Mas era de poucas palavras, seu comportamento continuava estranho, não mudara nada desde o tempo de criança, quando ficava isolado de todos.
Certo dia, seu tio Pedrovik chamou-o na tenda e disse:
- Vamos conversar, meu filho.
Já és um homem eu decidi que irás casar com a minha protegida Zanair, neta da falecida Zaira."
Ramires não teve escolha e assim foi concretizado o casamento, no dia 8 de abril de 1610, quando era plena primavera em Madri.
O casamento, realizado por Pedrovik, seguiu o ritual tradicional. Zanair estava belíssima com uma túnica rebordada de pedras reluzentes, a saia muito rodada que reluzia com os reflexos da fogueira, e uma coroa de flores naturais em tons claros na cabeça.
Depois de realizado o ritual de união dos dois, Pedrovik deu ao casal dois potes cheios de grãos, para que nunca faltasse alimento na sua tenda.
Em seguida, Zimbia Taram, uma cigana idosa do grupo, cortou um fio de cabelo de Ramires e outro de Zanair; colocou-os dentro de um copo de cristal junto com os fios de crina de cavalo e de égua e outros objetos;
e fez a magia do amor para que sempre houvesse sexo entre o casal, e para que eles tivessem muitos filhos.
Passados nove meses do casamento, Zanair deu à luz um lindo menino, a quem deu o nome de Izalon;
e de ano em ano ela dava à luz mais um filho. Ela teve ao todo nove filhos, três meninos e seis meninas, que nasceram na seguinte ordem: Izalon, Pogiana, Tarim, Tainara, Tamíris, Diego, Thaís, Lemiza e Talita.
O fundo do coração de Ramires sempre foi um mistério. Ele teve de se adaptar à vida de família, superando muitos traumas da infância; entretanto, a seu modo, foi um esposo carinhoso. Foi também um ótimo pai, e criou seus filhos com muito amor e carinho.
Os membros dessa família desceram pela primeira vez à Terra como espíritos no ano de 1910..
Esse cigano era moreno-claro, de cabelos pretos lisos e olhos esverdeados.
SUAS ROUPAS
A roupa preferida de Ramires era blusão branco com mangas compridas fechadas por abotoaduras de ouro em forma de botões. Por cima desse blusão ele usava um colete de veludo verde rebordado com pedrinhas coloridas. Na cintura trazia uma faixa dourada, na qual prendia o seu punhal de prata com cabo de esmeralda. Sua calça era de veludo azul-turquesa.
SEUS ADEREÇOS
Ramires costumava usar na cabeça um lenço vermelho amarrado para o lado esquerdo. Na orelha direita trazia uma pequena argola de ouro; e no pescoço, um cordão de ouro com uma moeda de ouro antiga como pingente.
SUA MAGIA
Ramires fazia magia com dois espelhos em forma de triangulo. Ele os colocava no chão, um deles com uma das pontas voltadas para o Sul. Em cada ponta desses espelhos ele acendia uma vela branca e, no meio deles, colocava um copo com água e um cravo branco. Em seguida, ele pedia a Diuela que curasse uma pessoa doente. A fase da Lua da sua preferência era a cheia.
Ciganos do Passado Espíritos do Presente – Ana da Cigana Natasha
Sou filha do Céu e da Terra; irmã da Água e do Ar.
Sou o fogo na Floresta e a branca espuma no Mar.
Sou a Loba; sou a Selva; sou a carícia da Relva;
e a Carroça atrelada.
Sou a beira e o caminho; sou um pássaro sem ninho e do galho mais fraquinho, todos me escutam cantar!
Sou a menina do Dia e a amante louca da Noite;
sou o alívio e o açoite, e a carne esfacelada.
Sou a abelha rainha, venha provar do meu mel, pois dentro do meu casulo, Você estará no céu!
Se quer que lhe deixe louco entre um beijo e uma dentada,
me chame de tudo um pouco, mas o meu nome é Sttrada !
Na sombra, eu sou Vaga-lume; na luz, eu sou Mariposa;
sou o inseto que pousa e a lâmpada que é apagada.
Nasci para passar o Tempo e ficar um tempo parada,
mesmo que a vida insista, em me deixar estafada, vou seguindo, sempre em frente, pois topo qualquer jogada, todos sabem que existo, pois o meu nome é Sttrada !
Realizo a caminhada; sem precisar me cansar;
percorro vários caminhos; importante é o Caminhar.
Estou aqui, ali e acolá; o que não posso é parar.
Sou casada com o poder de sempre ser encontrada,
aceito qualquer roteiro, me chamam de caminheiro,
mas o meu nome é Sttrada !
Sou a primeira e a última, de todas as desgraçadas.
Honrada ou desprezada; vil ou simplesmente sagrada;
sou o som e o silêncio; sou o choro e a risada.
Sou a eterna abundância; pois sempre dou importância, para a semente lançada, num solo de doce fragrância, pois o meu nome é Sttrada !
Sou o Rei e a Rainha; sou o súdito e o reinado;
sou a Coroa e a Forca, o Algoz e o Enforcado.
Uso a máscara da Vida, mas me confundem com a Morte.
Sou o Azar e a Sorte, e, aquela que foi dispensada.
Sou a bandeira da Paz mas me trocam pela Guerra,
na tirania da Terra, me vejo desapontada,
porém, quem me ama não erra, pois o meu nome é Sttrada !
Saindo de um turbilhão; alçando a torre encantada;
me vejo como uma estrela, de Lua e Sol enfeitada.
Com certeza amanhã, estarei acompanhada, do Anjo que é puro élan,
de uma mulher coroada.
Sou a roca, sou o fio, sou tecelã afamada, na teia eu desafio quem faça a melhor laçada, pois entre a chama e o pavio, eu tramo a trama esperada, mesmo que seja apenas, por uma curta jornada.
Me coloque em sua vida, como uma moça querida, que precisa ser amada; em troca posso lhe dar, o bem maior deste mundo numa bandeja dourada.
Me traga no coração prá me deixar encantada.
Não me esqueça e me honre com sua gentil chamada,
grite bem alto o meu nome !
Me chame, me chame, eu sou a sua "cigana estrada" !
Helena Rêgo/Cigana Sttrada
Conta-se que numa cidade do interior, um grupo de gadjos se divertia com um cigano idiota da aldeia. Um pobre coitado, de pouca inteligência, vivia de pequenos biscates e esmolas. Diariamente eles chamavam o cigano que era (ESPECIAL), ao bar onde se reuniam e ofereciam a ele a escolha entre duas moedas: uma grande de 1 REAL e outra menor de 0,50 CENTAVOS. Ele sempre escolhia a menor e menos valiosa, o que era motivo de risos para todos. Certo dia, um dos membros do acampamento gipsye kambulin chamou-o e lhe perguntou se ainda não havia percebido que a moeda maior valia mais.? - Eu sei, respondeu o tolo. "Ela vale a metade, mas no dia que eu escolher a outra, a brincadeira acaba e não vou mais ganhar minha moeda?. Podem-se tirar várias conclusões dessa pequena narrativa. A primeira: Quem parece idiota, nem sempre é. A segunda: Quais eram os verdadeiros idiotas da história? A terceira: Se você for ganancioso, acaba estragando sua fonte de renda. Mas a conclusão mais interessante é: A percepção de que podemos estar bem, mesmo quando os outros não têm uma boa opinião a nosso respeito. Portanto, o que importa não é o que pensam de nós, mas sim, quem realmente somos. O maior prazer de um homem inteligente é bancar o idiota diante de um idiota que banca o inteligente. Preocupe-se mais com sua consciência do que com sua reputação. Porque sua consciência é o que você é, e sua reputação é o que os outros pensam de você. E o que os outros pensam... é problema deles adaptado em 25/10/09 por cigano gipsye kambulin Há pessoas que choram por saber que as rosas têm espinho, Há outras que sorriem por saber que os espinhos têm rosas! O maior prazer de um homem inteligente é bancar o idiota diante de um idiota que banca o inteligente.
Retirado do Orkut.